quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Solidão e coisas do coração!

"É madrugada, pra lá de uma,/ em mim palavra alguma./ Somente pensamentos,/ confusos sentimentos.../ Por quê isso?/ Por quê aquilo?/ Por quê que tem que ser assim?/ Por quê essas lágrimas?..."
Este é um trecho de uma música minha. Não nasceu de anseio ou sentimento meu, mas foi inspirada na dor e sofrimento de um amigo que passou em minha vida.
Os "porquês" são insistentes em nos perseguir o pensamento. Às vezes conseguimos saber um "porquê", mas restam sempre mais uma centena de outros a nos assombrar ou apenas nos acompanhar.

Hoje eu me perguntei: por que estou sozinho? Ah! que falta me faz alguém que me acompanhe (não vou rodear muito), alguém pra namorar ou casar. Sim, eu quero muito me casar! Ter a minha família e, quem sabe, filhos.

Atualmente, eu percebo que mais mulheres não estão querendo mais compromisso sério. Digo isso porque há algum tempo a maioria dos homens não queriam compromisso sério e hoje essa realidade é maior entre as mulheres. Talvez, a maioria de homens e mulheres não queiram compromisso sério mesmo!

Antes que você me critique, quero completar o meu raciocínio. Muitas pessoas dizem que querem, de fato, uma pessoa sincera e honesta, fiel e leal, companheira, inteligente, divertida, etc. A questão é que as pessoas costumam procurar isso em pessoas que tenham certa "aparência agradável", em outras palavras, que sejam bonitas. Sim, pois, hoje em dia ninguém quer só aqueles preciosos ítens (supracitados), querem alguma estabilidade financeira do(a) parceiro(a), algum nível de escolaridade, que tenha emprego... E além disso vem a questão do corpo, da libido, da atração, do sexo. Eu escuto muito: "eu até ficaria com ele mas não sinto nenhuma atração!" As pessoas querem alguém que as satisfaça também na cama. Essa "satisfação" ou a falta dela, gera separações, adultério, prostituição, mágoa, decepção: "Foi com essa pessoa com quem me casei? Antes tudo era tão diferente"...

Ah! Como nos enganamos com as pessoas. A construção dessa frase me leva a redundar seu sentido: somos nós que nos enganamos quanto àquelas pessoas. A satisfação sexual realmente está fazendo a diferença. Desculpe-me pela expressão chula, mas "colocar pra dentro e mexer todo mundo sabe", o que tem feito a diferença são os detalhes de como se faz (o carinho, p. ex.). Aí chegamos a outra questão: ela não faz do jeito que eu gosto, eu não me satisfaço com ele... A relação sexual tem que ser assim: "do jeito que eu gosto, ou melhor". Quantos casos assim dentre pessoas que eu conheço: uma mulher de 50 anos, muito rica, saindo com um menino de 21, esperando fidelidade, sinceridade e companheirismo dele (coitada!); um amigo casado mantendo uma segunda relação com outra amiga, alegando infelicidade no casamento, inclusive na questão sexual; uma amiga tentando sua nulidade matrimonial, separada do (ex-)marido devido, entre outras coisas, à tara por sexo que o indivíduo tivera...

Onde vamos parar então?

Assistindo ao programa do Jô, ano passado, ouvi uma psiquiatra dizer que futuramente acontecerão duas coisas: 1) a liberação de ser ter "amantes" ou relações paralelas, durante o casamento, com a permissão dos parceiros (segundo ela, isso será super normal, você concorda?); 2) Durante a adolescência ou puberdade, todos os meninos e meninas terão algum tipo de relação homossexual... Bom,... o futuro a Deus pertence! Mas é muito provável que tudo isso se concretize.

Mas acabei saindo do cerne inicial da minha reflexão: como eu queria estar namorando agora, hoje! Ah, como me fervem as células... Não, eu não estou no cio! Queria alguém para dividir as alegrias que tenho tido nos últimos tempos, para poder falar siceramente de qualquer assunto, para poder dizer palavras que deixem outrém feliz e ouvir de volta também, para poder dormir e acordar já lembrando que estou num porto seguro, para poder dizer "bom trabalho, vai com Deus" e mais tarde chegar em casa já com saudades desse ser humano que tanto me faria bem, para poder chorar e rezar junto, para construir projetos em comum... E tantas outras coisas que não caberiam em todos os blogs do mundo.

Eu sei que a(s) pessoa(s) com a(s) qual(is) "sonhamos", com suas qualidades e peculiaridades, a(s) qual(is) nós desenhamos numa folha de caderno, talvez nem exista na face da terra e, se existir, talvez nem a encontremos, já que o mundo é tão grande e tão numeroso de pessoas...

Talvez a pessoa que desenhamos não exista, mas existem pessoas que encaixam no quebra-cabeças da nossa vida, algumas encaixam temporariamente, outras perduram encaixadas, o que nos dá a sensação de que aquele espaço fora feito especialmente para aquela(s) pessoa(s).

Não me perturbarei o coração! Ocupá-lo-ei com trabalho que me dá tanta satisfação. Quando tiver que aparecer alguém que me encaixe (temporariamente ou não) estarei pronto para dar e retribuir tudo de bom que daquele relacionamento fluir...

Outras músicas minhas, falam de sofrimento, porque foram feitas em momentos de sofrimento.

Mas agora, hoje, estou muito feliz.
Glória a Deus por isso!

"Amado Salvador, és meu Tudo! Meu motivo, minha razão de viver."
Obrigado, Senhor.

E obrigado a vocês amigos. Abração!

2 comentários:

patricia teixeira disse...

Olá Edgar, primeiramente quero te dizer que pouquíssimos textos postados em blogs me fazem ir até ao final na leitura, quando são longos, e principalmente quando não são científicos ou acadêmicos. Por isso me permita te dar os parabéns. Respondendo a sua primeira pergunta, sobre as questões levantadas pela psiquiatra no Jô, eu pelo menos não consigo me imaginar tendo relação paralela, e nem permitindo que meu parceiro tenha.

De verdade, eu não sei o que leva uma pessoa a casar, sem saber realmente os valores, conceitos e importância que tem o casamento. Já noivei uma vez, já fui pedida em casamento três vezes. Por que? Não sei, acho que os meus namorados pensaram que eu poderia ficar bonitinha atrás de um fogão..rsrsrsrs.

Mas falando (em compromisso) sério, meu atual namorado diz que é muito difícil encontrar pessoas fiéis, ele que não é daqui de Belém, e tem uma formação toda alicerçada na família, diz que o conceito de valores principalmente aqui, foram totalmente distorcidos, e que aqui é normal deixar um namorado por outro, como você falou com condições (financeira principalmente) melhores.

É difícil, mas não impossível, principalmente porque a FIDELIDADE, amizade, companheirismo, doação, amor, querer ficar junto, tem que começar no namoro. O que muitas vezes não acontece.

Bem, o que posso te dizer Edgar, é que apesar dessa troca de valores, quem procura sempre acha. E Deus sempre guarda o melhor para seus filhos. Então sua “cara metade”, “alma gêmea”, “outra metade da laranja”, “tampa pra sua panela”, ou simplesmente namorada, noiva, mulher, está a caminho, como sempre ele não vai te desamparar.


Beijos.

Edgar Barra disse...

Patricia, obrigado por comentar.
Eu também tenho certeza de que jamais autorizaria relações paralelas, chifres paralelos, amantes ou coisa parecida.
"Solidão e coisas do coração" traz pensamentos de longa data. Haverão mais sobre estes assuntos do coração!
Abraço.